Comparações entre SE e AL acendem debate na ALE
3 de agosto de 2011
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Comparações entre SE e AL acendem debate na ALE

A sessão desta quarta-feira, 3, na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), a primeira após o fim do recesso de julho, girou em torno do discurso do deputado Ricardo Nezinho (PT do B) que, ao falar sobre a visita da presidente Dilma Roussef à Arapiraca na semana passada, comparou a situação do vizinho estado de Sergipe a Alagoas.

Nezinho iniciou sua fala reproduzindo parte do discurso que o governador sergipano, Marcelo Deda (PT), proferiu no dia da visita, quando destacou, entre outras realizações, o fato de Sergipe ter o melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Nordeste.

“Estamos muito aquém de Sergipe. Enquanto ele é o primeiro em desenvolvimento humano, somos o último. Alagoas é o mais violento, Sergipe é o 14º. Temos o maior índice de analfabetismo, Sergipe está em 21º lugar. A principal diferença entre nós é que eles têm projetos de obras estruturantes e nós não”, afirmou o parlamentar.

Em aparte, o deputado Inácio Loiola (PSDB) rebateu a fala de Nezinho, afirmando que Sergipe ‘não era essa maravilha’ que o governador Deda disse. “As obras mais estruturais deve-se a governos passados. Os projetos de irrigação que ele implantou estão praticamente parados, assim como Canal de Xingó, sem contar que todos os professores e a os profissionais da saúde estavam em greve até poucos dias. O que o governador falou não é real. Sergipe não é a Califórnia brasileira”.

Também em aparte, o deputado Ronaldo Medeiros (PT) se solidarizou ao pronunciamento de Nezinho e acrescentou que o Produto Interno Bruto (PIB) de Sergipe é 50% maior que o de Alagoas. Já o deputado Antônio Albuquerque (PT do B), que estava presidindo a sessão, falou que o grande problema de Alagoas é a despesa com a dívida pública e só será sanado quando o valor de quase R$ 50 milhões pagos mensalmente ao governo federal for revisto.

Ao finalizar o debate “AL x SE”, o petista Judson Cabral falou da importância da visita da presidente ao Estado e do volume de recursos que o governo petista já investiu em Alagoas: “Se esses recursos fossem potencializados como deveriam, talvez não sentíssemos tanto o peso da dívida”.
Perda de recursos

Durante seu discurso, o deputado Ricardo Nezinho denunciou que Alagoas estava devolvendo recursos federais devido à burocracia da Procuradoria Geral do Estado (PGE). Segundo ele, a PGE estaria emperrando a utilização de recursos na ordem de R$ 11 milhões referentes a um convênio assinado em setembro do ano passado entre o Governo do Estado e a Fundação Nacional de Saúde(Funasa) para o abastecimento de água nos municípios de Cacimbinhas, Major Isidoro, Batalha e Jaramataia.

“Deste recurso, onde R$ 1, 5 milhão é contrapartida do Estado, o governo federal já enviou R$ 2 milhões em fevereiro passado e o recurso está entravado da PGE, correndo o risco de ter que ser devolvido. Às vezes o processo para nas mãos de um procurador que está se lixando, que burocratiza as coisas ao invés de ser um facilitador”, alfinetou Nezinho, acrescentando que, no ano passado, R$ 2 milhões destinados para pavimentação voltaram porque o “processo também empacou na PGE”.

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